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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Desafios na Implantação do Trabalho Colaborativo

Fonte da imagem: Dropbox.

Apesar de tudo dito nos posts sobre o Trabalho Colaborativo parecer ser simples e prático, quando se trata da realidade não é tão fácil assim. A implantação do CSCW enfrenta problemas (não tanto quanto antes, porque estamos evoluindo cada vez mais rápido), e o principal motivo não poderia ser outro: o próprio ser humano.

Afinal, a relação homem-máquina, que pode ser caracterizada resumidamente na baixa ou má instrução do usuário das ferramentas de produtividade proporcionadas pelo Groupware. Uma vez que não são executadas da maneira como deveriam, as coisas que supostamente ajudariam no aumento da agilidade e no ganho na competitividade acabam representando o contrário dessas intenções.

A supervalorização das ferramentas é também preocupante. Costuma-se acreditar que as ferramentas que suportam o trabalho colaborativo solucionam todos os problemas do ambiente corporativo, e isso não é correto. De nada adianta investir em ferramentas de alta produtividade (e consequentemente, alto preço), se o ambiente de trabalho e seus processos decisórios estiverem em desordem ou sem andamento seguro.

Por último nesta pequena lista, mas não menos importante e não limitador dos desafios, está dificuldade de adaptação. Apesar de o ser humano viver majoritariamente em grupo, não é simples esperar de pessoas que acostumaram-se a construir sozinhos os seus caminhos, que tenham facilidade de trabalhar em grupo. Além disso, a implantação dos avanços tecnológicos nessa soma contribui também nesse lado ruim da história, uma vez que o uso efetivo das aplicações iniciou-se há pouco tempo e, inevitavelmente, nem todos os integrantes do ambiente de trabalho estavam acostumados com uso de ferramentas computacionais.

No entanto, o uso de ferramentas que aumentam a produtividade e agilidade no ambiente corporativo é uma tendência que com certeza não está em seu começo nem em seu fim. Veremos muito disso daqui para frente.

Classificações Para as Aplicações de Groupware - Parte 3 (Final)

Após classificarmos as aplicações de Groupware em espaço/tempo e segundo a previsibilidade, chegou a hora de fechar a séries de posts sobre o assunto com as diversas classificações que não entram em nenhuma das categorias anteriores.

  • Classificação Espaço/Tempo;
  • Classificação considerando a previsibilidade;
  • Outras Classificações.

Segundo Kaliannan (1999), é possível considerar duas abordagens para a classificação. A primeira leva em conta a dinâmica dos grupos e classifica as aplicações de acordo com os seguintes critérios:
  • Nível do grupo: considera principalmente o número de entidades que formam o grupo;
  • Padrão de acesso dos membros: considera como os grupos são formados e destruídos
  • e como a composição do grupo evolui;
  • Disseminação das informações: considera os padrões de comunicação e interação entre os membros e os tipos de informações trocadas.
A segunda abordagem classifica as aplicações de acordo com três critérios de escala:
  • Escala espacial: caracteriza a dispersão geográfica dos participantes;
  • Escala numérica: considera o número de entidades em uma aplicação distribuída, tratando normalmente de um mesmo tipo de entidade (pessoas, nós na rede, escritórios etc);
  • Escala organizacional: leva em conta as necessidades geradas pela implantação das tecnologias nas organizações, como segurança de dados, por exemplo.

Khoshafian e Buckiewicz (1995), por sua vez, classificam as aplicações de groupware em três grandes grupos:
  • Groupware orientado a documentos: quando envolve documentos, arquivos de dados em meio magnético e formulários. Neste caso, os principais aplicativos são o e-mail, o workflow e o gerenciamento de documentos;
  • Groupware orientado a transações: quando envolve grandes volumes de registros armazenados em arquivos ou o processamento de transações. As principais aplicações deste grupo são a recuperação de informação em grandes bancos de dados e sistemas de armazenamento de documentos digitalizados;
  • Groupware orientado à comunicação organizacional: neste grupo, encontram-se as aplicações que melhoram a comunicação organizacional e a colaboração entre as partes da organização, tais como agenda de compromissos compartilhada, videoconferência, electronic meeting e geração de arquivos de projetos em grupo.

A maneira de classificar as aplicações de Groupware denota a abrangência que as aplicações de trabalho colaborativo têm no ambiente corporativo. Como foi visto, não é fácil chegar a um completo consenso, mas tentamos fazer isso da melhor maneira possível.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Classificações Para as Aplicações de Groupware - Parte 2

Após definir as classificações das aplicações de Groupware em relação ao Espaço/Tempo no post anterior, evidenciando as diferenças em relação aos encontros físicos e os intermediados pelos ambientes virtuais, chegou a hora de seguir em frente na série de posts.

  • Classificação Espaço/Tempo;
  • Classificação considerando a previsibilidade;
  • Outras Calssificações.

A classificação exposta na tabela abaixo é definida por Grudin (1994, p. 11) como “fácil de entender, facilita a comunicação e é amplamente utilizada, especialmente por desenvolvedores de groupware” (justamente por isso, deixaremos a interpretação de cada caso a cargo do leitor). No entanto, é necessário notar que uma aplicação desenvolvida especificamente para suportar uma célula da tabela pode não se encaixar e até mesmo causar impacto negativo em outra célula.

Fonte: Grudin (1994, p. 11)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Classificações Para as Aplicações de Groupware - Parte 1

Além das denominações de cada sistema que contribuem na realização do trabalho colaborativo, há também diversas classificações em que cada um das aplicações de groupware citadas no post anterior se encaixam. Por se tratar de uma área de pesquisa muito abrangente, não há exatamente um consenso quanto assunto. No entanto, os tópicos abaixo tentam esclarecer da melhor forma possível:

  • Classificação Espaço/Tempo;
  • Classificação considerando a previsibilidade;
  • Outras Calssificações.

No post de hoje, será desenvolvido apenas primeiro tópico. A Classificação Espaço/Tempo deixa evidente a quantidade de ambientes possibilitados pelas aplicações de trabalho colaborativo, mostrando as diferenças em relação aos encontros físicos e os intermediados pelos ambientes virtuais. A aceitação de cada um deles depende do quanto as ferramentas conseguem aproximar uma realidade à outra.

Brink (1998, p. 1) divide as aplicações groupware em quatro classes, caracterizadas acima

  • A Interação face a face, como o próprio nome sugere, caracteriza-se pela execução do aplicativo de maneira síncrona, em que os usuários estejam localizados no mesmo espaço. Tem como objetivo o encontro das pessoas para melhorar a geração, o registro e a interação de planos, projetos e ideias e organizar históricos de decisões.
  • A Interação distribuída síncrona caracteriza-se principalmente pelo uso de recursos de telecomunicação, como os de videoconferência e compartilhamento de documentos e telas de computador, uma vez que visa à comunicação em tempo real, mas em espaços distintos.
  • A Interação assíncrona pode ser visualizada na utilização de aplicativos de troca de mensagem, ou em sistemas de gerenciamento de documentos. Apesar de acontecer em tempos diferentes, o mesmo espaço possibilita o acesso do usuário a informações relativas a cadastros e oportunidades, assim como mensagens de outros usuários.
  • A Interação distribuía assíncrona assemelha-se à segunda classificação, com a diferença no tempo em que as ferramentas são utilizadas.

Nas próximas postagens, serão abordadas a classificação considerando a previsibilidade e outras classificações existentes. Para continuar aprendendo sobre Trabalho Colaborativo e Groupware, não deixe de retornar!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Aplicações CSCW que Apoiam o Trabalho Colaborativo

Fonte da Imagem: MSA Recursos Humanos

Como citado no post de apresentação a CSCW e Groupware, existem diversas aplicações para o trabalho colaborativo apoiado por computador, que recebem denominações específicas de acordo com a atividade e os recursos a que cada uma é direcionada.

Estão listados e resumidamente descritos abaixo cada um desses sistemas:

• Sistemas de Apoio a Decisão (SADs)
São sistemas que visam à gerência de uma organização e agilizam a tomada de decisões por parte dos executivos.
Os usuários podem trabalhar com eles diretamente e dão suporte ao trabalho em grupo.

• Sistemas de Apoio a Reuniões
Tratam-se de softwares que contribuem no planejamento de reuniões e dão suporte à sua realização, seja face-a-face ou não. Permitem que recursos de áudio e vídeo sejam utilizados, dando possibilidade a reuniões virtuais.

• Editores Colaborativos
Devido à necessidade de compor um documento em conjunto, existem os editores colaborativos, que podem conter também sistemas de mensagens instantâneas e controle de versão de documentos. Há os editores síncronos (em que os usuários editam o documento ao mesmo tempo) e os assíncronos (edição em tempos diferentes.

• Sistemas de Automação de Escritório
São sistemas que melhoram a comunicação e aumentam a produtividade dos usuários em um escritório. Servem para a manipulação e gerenciamento de documentos, como processadores de textos, planilhas e digitalização eletrônicas. Possuem agendas eletrônicas, correio eletrônico, correio de voz e videoconferência.

• Sistemas de Comunicação Síncrona
Chats, mensageiros instantâneos e sistemas de videoconferência são os exemplos mais conhecidos de ferramentas síncronas. São sistemas que possuem usuários que se comunicam no mesmo instante de tempo, independente da localização geográfica.

• Sistemas de Comunicação Assíncrona
Correio eletrônico (e-mail), listas de discussão e blogs são os exemplos mais conhecidos de comunicação assíncrona. São sistemas que não necessitam de presença dos usuários ao mesmo tempo.

[O que é CSCW? – Dimensão Tech]

domingo, 11 de maio de 2014

O Groupware e seu efeito na sociedade contemporânea

Em tempos de Facebook, Whatsapp, Snapchat, Twitter, Tinder e diversos outros componentes dos meios de comunicação contemporâneos, que ultrapassam o que se pensava conhecer em relação à maneira que o ser humano interage, é costumeiro achar que foram erguidas barreiras imaginárias ao redor de cada indivíduo e que estes compõem um cenário social de isolamento, egoísmo e superficialidade. No entanto, os avanços tecnológicos e a criação de certas ferramentas inovadoras mostram o contrário.

Contrapondo-se a argumentos de que a sociedade atual vem se desvencilhando dos costumes tradicionais de relacionamento com o próximo, surge o Groupware, que se trata de “uma família de aplicações, baseadas em computador, que dá suporte a grupos de pessoas, engajadas em uma tarefa comum e que provê uma interface para compartilhar o ambiente, especialmente ao nível de comunicação, colaboração e suporte à decisão” [Ellis, Gibbs e Rein (1993, p. 10)].

Fonte da Imagem: virtiz

Tanto no que tange ao ambiente social quanto ao profissional, a incorporação de uma estrutura de software colaborativo representa um passo adiante na forma como nos comunicamos e realizamos tarefas em grupo. A possibilidade de compartilhamento de informações (incluindo agendas, escrita coletiva e diversos outros itens) em tempo real permite um alcance de produtividade nunca visto antes. Além da potencialização das relações interpessoais, uma vez que algumas das diversas vantagens são: maior disposição em trabalhar em grupo, comunicação frequente, índices de sucesso dependentes do nível de cooperação e colaboração e não das habilidades individuais.

Pessoas e empresas tornaram-se, há um bom tempo, elementos em constante mudança. A facilidade de migração e a explosão de gigantes comerciais e tecnológicas abriram a porta para a internacionalização e virtualização massiva. Multinacionais movimentam milhões na economia e na demografia. As novas tecnologias que surgem apresentam-se como alternativas para a facilitação e no aumento da praticidade das tarefas a serem realizadas. E, definitivamente, contribuem na dinamização na forma como colegas de trabalho se relacionam.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Trabalho Colaborativo em Software de Produtividade - CSCW e Groupware

Com o aumento exponencial da necessidade de agilizar os processos que envolvem o trabalho em empresas, diversas alternativas são criadas a todo o momento. Uma delas é conhecida como trabalho colaborativo e tem no CSCW (Computer Supported Collaborative Work), conhecido como trabalho colaborativo apoiado por computador, o campo de interesses de estudo. Definido por Ljungberg e Kristoffersen, citados por Coser (1999, p. 11) como o termo que “captura todos os tipos de tecnologias da informação explicitamente projetadas para facilitar a cooperação e a comunicação entre as pessoas”. Em outras palavras, é uma ciência multidisciplinar que estuda as formas de trabalho em grupo apoiadas por sistemas de tecnologia e comunicação.

Em adição ao CSCW e em resposta aos avanços alcançados na tecnologia, surge o Groupware, que se trata do conjunto de softwares utilizados objetivando o suporte a grupos de pessoas engajadas em uma tarefa comum. Isto é, programas que auxiliam na realização de trabalhos em grupo, seja através da possibilidade de edição online e colaborativa de documentos, de videoconferências, compartilhamento de agendas, calendários e diversas outras funções que visam à facilitação e dinamização da atividade. O termo Groupware engloba softwares de e-mail, agenda, mensagens instantâneas, blogs e wiki. Entre estas aplicações, temos as seguintes:

- Sistemas de Apoio a Decisão (SADs);
- Sistemas de Apoio a Reuniões;
- Editores Colaborativos;
- Sistemas de Automação de Escritório;
- Sistemas de Comunicação Síncrona;
- Sistemas de Comunicação Assíncrona.

(Cada uma das aplicações será abordada mais tarde em uma postagem específica sobre o tema)

Ainda que CSCW e Groupware sejam muito comumente confundidos entre si, fica clara a distinção entre ambos, uma vez que o primeiro é o campo de estudos e o segundo é o conjunto de aplicações utilizadas para o fim estudado por aquele.